Eu pensava que nós fazíamos aquele tipo de casal perfeito, sabe? Que nós nos encaixávamos bem, que não existia outra pessoa para você e nem outra para mim. Fomos feitos para ficar juntos.
Mas eu aprendi da maneira mais difícil, mais dolorida que nem sempre o para sempre significa sempre. E agora eu tenho uma perguntinha boba para te fazer que eu tenho certeza que por mais que você procure, não vai achar a resposta. Por que você brincou comigo? Você disse e repetiu incontáveis vezes que você não se importava. Então, hum, o que você ainda está fazendo aqui mesmo? Ops, acho que agora quem não se importa sou eu.
Se realmente não está claro e você precisa que eu digo, tudo bem, eu posso gritar para você entender. Não está tudo bem você tentar voltar agora, tentar chegar mais perto, tentar fazer de novo, fazer melhor, fingir que nada aconteceu. O que mudam os arrependimentos? Se você se arrependeu, só lamento. Eu nem sei do que você está falando, você não faz mais parte do meu mundo. Você achou que quando voltasse eu te aceitaria correndo, mas dessa vez quem aprendou da maneira mais difícil foi você. Para mim, tanto faz.
Eu te esqueci. Eu preciso fazer um esforço enorme para me lembrar do seu nome, para me lembrar dos nossos momentos bons juntos, já que foram tão poucos. E você sabe que a culpa não foi completamente minha, eu apenas joguei do seu jogo e você deveria saber desde o inicio que perder não é meu esporte favorito.
Eu sei que você está desejando desesperadamente voltar atrás, eu sei que você quer que as coisas voltem a ser como eram antes, mas o passado não existe mais e foi você quem quis dessa forma.
Me desculpa de todo o coração, mas é tarde demais. Você teve todas as suas chances e agora elas se esgotaram, mas eu te avisei enquanto ia embora que você sentiria minha falta. Foi realmente uma pena você não ter acreditado em mim.
Eu lembro tão bem de todas as vezes que você me fez chorar, me lembro das dores, dos desesperos, dos corações partidos. Só que dessa vez, sou eu dizendo adeus. Sou eu dando as costas, e sério, a sensação é maravilhosa.
Realmente, não está tudo bem você tentar voltar agora meu amor, para mim, tanto faz.
domingo, 19 de setembro de 2010
Amor verdadeiro
Planejo tudo na minha vida. Tenho planos pra daqui um segundo, como tenho para daqui vinte anos. É tudo esquematizado bonitinho, para que nada dê errado, para que nada saia do lugar. Engraçado que a primeira vez que eu sai do meu plano, eu dei de cara com você. A primeira vez que um plano deu errado e eu tive que improvisar, eu te encontrei. Você não era esperado, mas agora eu sei que eu te esperei. Nós somos parte de um plano maior.
Quando eu era criança, não gostava de brincar de bonecas, não gostava de brincar de casinha. Nunca me vi como esse tipo de mulher, se é que você me entende. Nunca me vi como uma dona de casa que fica cuidando dos filhos. Mas agora, eu me vejo cuidando de você. Parece que desde pequena, eu estava esperando para ser contrariada, eu estava esperando pelo amor que virasse meu mundo de pernas para o ar, que acabasse com essa minha idologia planejada de viver.
Eu sempre pensei que eu era uma mulher forte, uma mulher independente. Posso fazer tudo o que eu quero, na hora que eu quero, sem a ajuda de alguém. E você me mostrou que sim, que eu realmente posso, mas que eu não preciso.
Você, meu amor, me mostrou que eu não preciso tomar decisões sozinha, não preciso sair sozinha, não preciso amar sozinha. Você me mostrou que eu não preciso ficar sozinha. Você me assegurou que estará ao meu lado. E eu acredito.
A partir de agora vou levar a minha vida de uma forma diferente. Agora que eu sei que imprevistos não são de todo uma coisa ruim, vou parar de planejar tanto. Vou deixar espaço na minha vida para que me apareçam surpresas tão boas quanto você, se for possível.
Já escrevi vários, vários textos sobre amor. Pensei que era amor o que eu sentia. Hoje, sei que aquilo não é nem metade do que eu estou sentindo agora. Pensei que era amor, mas meu coração, meu corpo e a minha mente queria mais e queria melhor. Isso é amor.
Meu amor, cada passo certo e cada passo errado que eu dei na minha vida me trouxe à condição de sua. Eternamente sua.
Quando eu era criança, não gostava de brincar de bonecas, não gostava de brincar de casinha. Nunca me vi como esse tipo de mulher, se é que você me entende. Nunca me vi como uma dona de casa que fica cuidando dos filhos. Mas agora, eu me vejo cuidando de você. Parece que desde pequena, eu estava esperando para ser contrariada, eu estava esperando pelo amor que virasse meu mundo de pernas para o ar, que acabasse com essa minha idologia planejada de viver.
Eu sempre pensei que eu era uma mulher forte, uma mulher independente. Posso fazer tudo o que eu quero, na hora que eu quero, sem a ajuda de alguém. E você me mostrou que sim, que eu realmente posso, mas que eu não preciso.
Você, meu amor, me mostrou que eu não preciso tomar decisões sozinha, não preciso sair sozinha, não preciso amar sozinha. Você me mostrou que eu não preciso ficar sozinha. Você me assegurou que estará ao meu lado. E eu acredito.
A partir de agora vou levar a minha vida de uma forma diferente. Agora que eu sei que imprevistos não são de todo uma coisa ruim, vou parar de planejar tanto. Vou deixar espaço na minha vida para que me apareçam surpresas tão boas quanto você, se for possível.
Já escrevi vários, vários textos sobre amor. Pensei que era amor o que eu sentia. Hoje, sei que aquilo não é nem metade do que eu estou sentindo agora. Pensei que era amor, mas meu coração, meu corpo e a minha mente queria mais e queria melhor. Isso é amor.
Meu amor, cada passo certo e cada passo errado que eu dei na minha vida me trouxe à condição de sua. Eternamente sua.
Fica comigo
Eu tenho muitas coisas a dizer para aquela pessoa que foi embora, que simplesmente colocou a mão na maçaneta e saiu porta a fora sem data prevista de volta. Saiu sem se importar.
E agora, como eu vou saber se devo ficar ou se devo ir? Se devo me conformar ou se devo correr atrás? Se deveo esperar ou se devo continuar? Ninguém tem a resposta para essas perguntas malucas que a vida nos faz. Droga, tudo o que eu queria agora era um manual de instruções.
Eu tenho muitas coisas a dizer para aquela pessoas que esbarrou em mim, me empurrou, me puxou, me jogou e me levantou. Tenho palavras presas desde o inicio até o final da garganta. Mas são palavras que se recusam a sair. São palavras que não vão sair.
E mais uma vez a vida comprova que certas coisas nunca mudam. Certas pessoas nunca mudam. Então por que eu tenho que me esforçar desesperadamente para mudar? Não quero mudar, quero ser aceita. Que merda de vidinha filha da puta. Por que eu não posso ser feliz?
Quando você saiu pela porta eu corri até a janela. Te vi passando pelo jardim que passavamos horas lendo, ouvindo música e conversando embaixo de uma arvore. Aquela que pegou fogo alguns anos atrás. Você tirou foto da tragédia, mas é uma foto que fica guardada bem escondida, não gosto de olhar.
Eu esperei você olhar para trás enquanto simplesmente saia da minha vida, saia com a maior facilidade do mundo, olhando para o chão, com a mala na mão.
Eu quis gritar. Eu juro que eu quis gritar. Fica comigo, não vai embora, não vai não, fica mais um pouco, me faça feliz de novo. Mas a frase saiu sem voz.
Agora eu nunca saberei o que poderia ter acontecido, nunca saberei se você finalmente teria olhado pra trás, se você largaria dessa idéia absurda de não estar mais presente em cada segundo do meu dia. Nunca saberei se era isso que você estava esperando para voltar.
Agora o que eu sei é que os dias passam, passam bem devagar, os dias passam se arrastando, o relógio está com preguiça. Tudo que eu sei é que você esqueceu sua escova de dentes ao lado da minha. Tudo o que eu sei é que você me esqueceu aqui.
E agora, como eu vou saber se devo ficar ou se devo ir? Se devo me conformar ou se devo correr atrás? Se deveo esperar ou se devo continuar? Ninguém tem a resposta para essas perguntas malucas que a vida nos faz. Droga, tudo o que eu queria agora era um manual de instruções.
Eu tenho muitas coisas a dizer para aquela pessoas que esbarrou em mim, me empurrou, me puxou, me jogou e me levantou. Tenho palavras presas desde o inicio até o final da garganta. Mas são palavras que se recusam a sair. São palavras que não vão sair.
E mais uma vez a vida comprova que certas coisas nunca mudam. Certas pessoas nunca mudam. Então por que eu tenho que me esforçar desesperadamente para mudar? Não quero mudar, quero ser aceita. Que merda de vidinha filha da puta. Por que eu não posso ser feliz?
Quando você saiu pela porta eu corri até a janela. Te vi passando pelo jardim que passavamos horas lendo, ouvindo música e conversando embaixo de uma arvore. Aquela que pegou fogo alguns anos atrás. Você tirou foto da tragédia, mas é uma foto que fica guardada bem escondida, não gosto de olhar.
Eu esperei você olhar para trás enquanto simplesmente saia da minha vida, saia com a maior facilidade do mundo, olhando para o chão, com a mala na mão.
Eu quis gritar. Eu juro que eu quis gritar. Fica comigo, não vai embora, não vai não, fica mais um pouco, me faça feliz de novo. Mas a frase saiu sem voz.
Agora eu nunca saberei o que poderia ter acontecido, nunca saberei se você finalmente teria olhado pra trás, se você largaria dessa idéia absurda de não estar mais presente em cada segundo do meu dia. Nunca saberei se era isso que você estava esperando para voltar.
Agora o que eu sei é que os dias passam, passam bem devagar, os dias passam se arrastando, o relógio está com preguiça. Tudo que eu sei é que você esqueceu sua escova de dentes ao lado da minha. Tudo o que eu sei é que você me esqueceu aqui.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Voltar Atrás
Existem muitas coisas que eu gostaria de te falar, mas não é surpresa alguma que por enquanto eu ficarei quieta. Eu sei que com o tempo isso va mudar e eu também sei que não vai demorar.
Os dias estão passando muito rápido, quase correndo e eu tenho medo de não estar aproveitando-os direito. É coisa demais acontecendo em muito pouco tempo. Eu vou sentir falta de tudo quando o ano acabar e eu não estiver mais aqui.
E eu também vou me arrepender pelas coisas não ditas, mas meu Deus, falar nunca foi tão difícil.
Tudo está muito diferente agora, mas uma coisa que eu sei que nunca vai mudar é essa minha vontade louca de dizer o quanto eu quero você aqui, do meu lado. Eu sei que eu disse que te odiava, mas eu menti. Eu sei que eu também disse que te amava, mas isso foi apenas outra mentira. Esse sentimento é mais que amor.
Às vezes eu forço uma risada por causa dessa mania de querer ser durona, independente, mas por dentro eu não faço outra coisa a não ser chorar. E quando você vai embora, as lágrimas caem de verdade.
Se eu pudesse voltar atrás, eu escolheria nunca te conhecer, pra nunca me sentir dessa forma em relação a você. E nós dois sabemos muito bem que você faria a mesma coisa.
Ah, esse orgulho idiota nunca vai esconder todo os ferimentos aqui de dentro. Eles são grandes demais, alguns você até já sabe, mas desde que eu te conheci, metade estão se cicatrizando. Então, por favor, não construa novas feridas.
Enquanto eu escrevo, percebi que não é mais querer e sim uma necessidade. Eu preciso de você aqui comigo. E essa foi a única forma que eu encontrei de me expressar, de mostrar um pouco todas as coisas que eu sinto.
Tem vezes que eu seguro no seu rosto e te olho. E me perco nos seus olhos. Perco a noção do tempo. Se você ao menos soubesse o que passa pela minha cabeça enquanto estou me perdendo em você. Se você ao menos soubesse que a ansiedade toma conta antes de te ver e que as borboletas fazem a festa no meu estômago até mesmo quando eu já estou do seu lado.
E agora eu gostaria de poder estar aí ao seu lado. Te abraçar. Esconder o rosto no seu ombro e sentir seu cheiro delicioso. Sentir o mundo calmo e organizado outra vez.
É tarde demais para voltar atrás. E estou começando a desconfiar que mesmo se eu pudesse, eu jamais voltaria atrás. Jamais.
Os dias estão passando muito rápido, quase correndo e eu tenho medo de não estar aproveitando-os direito. É coisa demais acontecendo em muito pouco tempo. Eu vou sentir falta de tudo quando o ano acabar e eu não estiver mais aqui.
E eu também vou me arrepender pelas coisas não ditas, mas meu Deus, falar nunca foi tão difícil.
Tudo está muito diferente agora, mas uma coisa que eu sei que nunca vai mudar é essa minha vontade louca de dizer o quanto eu quero você aqui, do meu lado. Eu sei que eu disse que te odiava, mas eu menti. Eu sei que eu também disse que te amava, mas isso foi apenas outra mentira. Esse sentimento é mais que amor.
Às vezes eu forço uma risada por causa dessa mania de querer ser durona, independente, mas por dentro eu não faço outra coisa a não ser chorar. E quando você vai embora, as lágrimas caem de verdade.
Se eu pudesse voltar atrás, eu escolheria nunca te conhecer, pra nunca me sentir dessa forma em relação a você. E nós dois sabemos muito bem que você faria a mesma coisa.
Ah, esse orgulho idiota nunca vai esconder todo os ferimentos aqui de dentro. Eles são grandes demais, alguns você até já sabe, mas desde que eu te conheci, metade estão se cicatrizando. Então, por favor, não construa novas feridas.
Enquanto eu escrevo, percebi que não é mais querer e sim uma necessidade. Eu preciso de você aqui comigo. E essa foi a única forma que eu encontrei de me expressar, de mostrar um pouco todas as coisas que eu sinto.
Tem vezes que eu seguro no seu rosto e te olho. E me perco nos seus olhos. Perco a noção do tempo. Se você ao menos soubesse o que passa pela minha cabeça enquanto estou me perdendo em você. Se você ao menos soubesse que a ansiedade toma conta antes de te ver e que as borboletas fazem a festa no meu estômago até mesmo quando eu já estou do seu lado.
E agora eu gostaria de poder estar aí ao seu lado. Te abraçar. Esconder o rosto no seu ombro e sentir seu cheiro delicioso. Sentir o mundo calmo e organizado outra vez.
É tarde demais para voltar atrás. E estou começando a desconfiar que mesmo se eu pudesse, eu jamais voltaria atrás. Jamais.
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