Neste exato momento são três horas da manhã e eu não consigo dormir, pensando em mim e nos meus problemas. Eu estou mentindo. Não consigo parar de pensar em você. Então resolvi assistir aquele filme de novo ‘A casa do lago’, mas você é tão persistente que mesmo com a história maravilhosa você não saiu da minha cabeça.
E não existe outra coisa que eu odeie mais que isso. Odeio pensar tão obcecadamente em você. Isso já tinha acabado, mas você é tão pilantra que voltou a rondar meus sonhos.
Estou morrendo de vontade de pegar o telefone e te ligar, quero ouvir o seu ‘alô’ rouco e cheio de sono do outro lado da linha, mas não adianta, não vou fazer isso. Ainda me resta um pouco de amor próprio.
Eu sou uma iludida, isso que eu sou. Fico aqui me enganando, afirmando que você não beijou outra boca após a minha, não sussurrou no ouvido de mais ninguém e nem entrelaçou dedos com uma qualquer.
Lembra quando no filme a personagem diz que a única pessoa que ela quer entregar o coração é a única que ela não pode estar perto? Estou me identificando assustadoramente com essa frase. Quando assistimos este filme juntos eu chorei descontroladamente e você me chamou de fresca, disse que era história de mulherzinha, mas mesmo assim você me emprestou seu ombro para eu chorar as dores do filme e ficou do meu lado até os créditos dos filmes acabarem.
Lembro-me também de passar na rua de noivas e ficar me imaginando dentro de cada um desses vestidos e você esperando por mim no altar. Nossa, olha aonde eu cheguei! Minha imaginação foi longe e isso tudo é culpa sua, seu idiota.
Espero que essa agonia não demore muito para acabar, porque essa saudade irracional esta me deixando fora de mim, esse vazio absurdo que ninguém preenche.
E agora eu estou aqui te implorando para ter piedade de mim. Tenha compaixão. Sim, eu sei que essa é a pior coisa que eu posso pedir para alguém, mas tenha dó de mim. Liberta-me! Faça as suas malas e saia da minha cabeça e do meu coração, já chega.
Minhas amigas nem imaginam que eu estou passando por tudo isso sabe, já cansei de ver a expressão de absurdo e incompreensão estampada no rosto de cada uma delas, prefiro ficar na minha mesmo.
Pensando nisso, eu poderia muito te ligar agora, são quatro da manhã, vou ligar só para chorar um pouco e dizer o quanto eu me odiava, para no fim você fazer uma piada sem graça e eu sorrir. E eu passar as próximas noites inteiras sorrindo lembrando da piada sem graça.
Lembrando, estou apenas lembrando. Lembrando de como eu poderia facilmente te fazer trocar a barra de chocolate por uma de cereal só para ter quem me acompanhasse em uma dieta maluca que eu estivesse seguindo.
Eu poderia vestir aquela sua camisa de uma time internacional que eu nunca consigo pronunciar o nome correto e me sentir a maior torcedora do mundo com os seus braços em volta de mim.
Eu poderia danças tranquilamente com as minhas amigas, porque você falaria baixinho no meu ouvido quando eu estivesse exagerando e você estivesse com ciúmes. Mas esse é o meu jeito, você sabe. Eu só funciono legal com alguém me guiando e eu sei o quanto isso é humilhante e super dependente. Você já me disse isso. Quando fecho os olhos consigo visualizar o seu rosto me dizendo isso. Era adorável. A verdade é que eu podia de tudo com você.
Eu conseguia me sentir até bonita. Você tinha o poder de me transmitir uns bons 15 kg a menos e essa sensação era incrível.
E eu duvido que eu vá achar alguém capaz de fazer por mim o que você fez e é por isso que a sua ausência me dói tanto.
Estou apenas aqui, me sentindo totalmente errada, totalmente culpada, sem rumo, sem nada, sem ter quem abraçar, sem ter quem para me abraçar.
Ontem a tarde uma amiga me ligou e isso confortou um pouco meu coração, mas eu falei um pouco de você sem querer e o que ela me disse foi que já está na hora de recomeçar. Estranho porque eu já recomecei mil vezes. Eu recomeço todos os dias, várias vezes por dia, mas nunca dá certo e isso é muito cansativo.
Minha certeza agora é que quando eu acordar, eu vou recomeçar de novo. Vou pegar firme nos estudos, começar outra dieta maluca mesmo que sozinha, vou parar de fugir das festas e estampar a porcaria de um sorriso no meu rosto. Esta é a ultima noite que eu passo acordada por sua causa. Essa é a ultima lagrima que eu derramo por sua causa. Eu estou recomeçando. Recomeçando.
Me deseja sorte querido, me deseja força, porque se der tudo certo, nesse mesmo horário sábado que vem pretendo estar dançando feito uma louca numa boate qualquer da vida sem nem me lembrar do teu nome.
Loucura é pensar que isso tudo te afeta. Quase te liguei agora para perguntar. Ah, eu ficaria tão feliz se você respondesse que sim, mas quem eu estou querendo enganar? Se isso te afetasse, era você quem ligaria e não eu.
Mas eu ainda preciso tanto de você, amor.
Olha só como eu estou, uma hora dizendo coisas melosas e reconhecendo a falta que você me faz e outra hora anunciando que eu vou te esquecer custe o que custar. É que eu estou sentindo a dor do amor, mas não quero sair demonstrando meu sofrimento. Estou sentindo aquela dor do abraço, mas não tem ninguém aqui para me oferecer algum. Eu não tenho ninguém.
Quer saber, agora vou fechar os meus olhos e dormir um pouco. Vou pedir a Deus antes para pode sonhar com você, com você me abraçando, dessa forma acordarei mais calma amanhã. Com o dobro de saudade claro, mas com a dor amenizada.
E como eu sou covarde, eu não vou te ligar. Mas eu escrevi esse texto pra você que é o que eu sempre faço. Eu escrevo. Eu só sei escrever.
Não importa o que eu escreva, sei que as coisas não vão mudar, meu telefone não vai tocar, você não vai bater desesperadamente na minha porta. Não vou mais ter o teu abraço aconchegante.
Temos que encarar a realidade e passar pelo sofrimento de cabeça erguida, acreditando que vamos superar todo o mau. Por pior que seja ter que parecer ser forte, é melhor agora.
OBS: Texto adaptado. Original por Babi.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Pense Em Como Seria, Ok ?
Pense em nós dois daqui a alguns anos. Apenas nós dois. Nós poderíamos estar morando juntos. Não preciso que você seja meu marido, muito menos namorado, estou satisfeita com a sua amizade. E eu sei que nós seriamos muito felizes. Eu te faria feliz a cada segundo do dia e eu sei que você não pouparia esforços para me arrancar sorrisos a cada piscar dos olhos.
E claro que teria foto nossas espalhadas por todos os lugares, inclusive na cozinha e no banheiro. Eu iria decorar o seu quarto do meu jeito preferido e você decoraria o meu quarto do seu jeito. Não tenha duvidas que eu encheria o seu quarto de fotos minhas para que eu fosse a primeira coisa que você visse quando acorda e a última a dormir. Vigiaria teus sonhos também para ter certeza que nada te incomode.
E com certeza eu iria fugir para o teu quarto algumas noites para poder dormir abraçada contigo quando as coisas não parecerem estar dando muito certo, porque eu sei que você consertaria os pensamentos ruins apenas passando o dedo delicadamente entre os meus cabelos.
E enquanto você estivesse assistindo televisão, eu pegaria o controle remoto e correria pela casa com ele, só pra você não mudar de canal e reparar minha presença, aí você viria atrás de mim e me pegaria, nós dois cairíamos no chão e ficaríamos abraçados rindo, até de repente ficar silêncio e nossa timidez voltasse.
Nossos sábados à noite nunca seriam vazios, mesmo se chovesse nós ficaríamos juntos. Às vezes teríamos momentos nostálgicos procurando filmes para assistir, mas resolveríamos tudo com uma engraçada guerra de pipocas e sairíamos para comer comida japonesa. Mesmo você detestando e me obrigando a passar em um fast food qualquer depois. Voltaríamos para casa e colocaríamos outro filme, que como os outros, já assistimos quinhentas vezes. Ficaríamos conversando futilidades, abraçados e eu pararia para prestar atenção no filme e chorar durante a minha parte preferida e depois voltaria a conversar contigo. Pegaríamos no sono e dormiríamos do jeito que estávamos enquanto toca a musica de fim de filme na televisão.
Ah claro, e faríamos a festa indo ao supermercado uma vez por mês para comprar toda a sorte de bobagens da estante. E nunca nos faltaria nada, principalmente o chocolate.
E também não brigaríamos você não acharia ruim minha roupa espalhada pelo chão e eu iria fingir que nem reparei que como sempre a sua toalha está espalhada pelo chão e você nunca abaixa a tampa do vaso sanitário depois de usar.
Nos domingos à tarde ficaríamos na varanda do nosso apartamento observando o por do sol e os poucos movimentos na rua. Eu faria um café bem quente para nós dois e iríamos apenas olhar um pro outro e cantaríamos musicas antigas para passar o tempo e sorrir um pouco. E quando passasse um casal apaixonado nós ficaríamos quietos envoltos em nosso próprio pensamento. E é claro que você sabe no que eu estarei pensando. Eu estarei pensando como seria se fossemos nós dois.
E quando suas amigas viessem te visitar eu correria para o meu quarto e me esconderia, choraria em silêncio a minha dor e só sairia depois que elas fossem embora e você viesse dormir comigo e me perguntar se eu estava chorando. Claro que eu negaria, negaria com todas as minhas forças. E você acreditaria em mim, pois não passa pela sua cabeça que eu continuaria te amando depois de tanto tempo.
Aí você me acordaria de madrugada para me contar a respeito de um sonho. Então riríamos o resto da madrugada ou ficaríamos em silêncio esperando o nascer do sol. E em datas especiais você me acordaria com café da manhã na cama acompanhado de uma flor roubada do jardim de alguma casa vizinha. E eu deixaria um recado carinhoso na sua escrivaninha para que você lesse depois que saísse do banho e eu também penduraria bilhetinhos na porta da geladeira já que você sempre estaria lá por perto. E você faria coraçõezinhos para mim no espelho úmido do banheiro.
Beijaria-te a testa e passaria os dedos carinhosamente pelos seus cabelos antes de sair para visitar meus pais e você passaria o resto do dia conversando com o cachorro, os dois contando os segundos para eu voltar para casa rápido, pois não agüentavam mais a minha ausência. E quando eu chegasse em casa nós sairíamos para dar uma volta com o cachorro e imaginaríamos que alguma pessoa possa estar olhando de um dos prédios pensando que formaríamos um lindo casal apaixonado.
Quando você resolvesse pintar a casa, nós a esvaziaríamos e ficaríamos apenas nós dois, sentados no chão, um de costas pro outro, visualizando a nossa próxima loucura retratada nas paredes. Deitaríamos no chão e eu iria querer saber no que você está pensando naquele exato momento. Você não me contaria a verdade e iria querer saber os meus pensamentos também. E eu não contaria a verdade. Talvez se fossemos honestos um com o outro... Mas não.
Nós acordaríamos cedo para trabalhar e só voltaríamos a nos ver à noite, mas claro que durante esse meio tempo, nos ligaríamos o tempo todo.
Você me amaria escondido e em silêncio. Eu te amaria também, escondida e em silêncio.
Até chegar o dia que você fosse promovido na sua empresa e me convidaria para jantar fora, eu vestiria o meu vestido mais bonito e deixaria meu cabelo natural só porque você prefere dessa forma. No meio do jantar você se ajoelharia ao meu lado, me estenderia um anel e me pediria em casamento. Com lágrimas nos olhos e sem nem pensar duas vezes, eu aceitaria. E seria uma história maravilhosa de amor.
É, seria.
E claro que teria foto nossas espalhadas por todos os lugares, inclusive na cozinha e no banheiro. Eu iria decorar o seu quarto do meu jeito preferido e você decoraria o meu quarto do seu jeito. Não tenha duvidas que eu encheria o seu quarto de fotos minhas para que eu fosse a primeira coisa que você visse quando acorda e a última a dormir. Vigiaria teus sonhos também para ter certeza que nada te incomode.
E com certeza eu iria fugir para o teu quarto algumas noites para poder dormir abraçada contigo quando as coisas não parecerem estar dando muito certo, porque eu sei que você consertaria os pensamentos ruins apenas passando o dedo delicadamente entre os meus cabelos.
E enquanto você estivesse assistindo televisão, eu pegaria o controle remoto e correria pela casa com ele, só pra você não mudar de canal e reparar minha presença, aí você viria atrás de mim e me pegaria, nós dois cairíamos no chão e ficaríamos abraçados rindo, até de repente ficar silêncio e nossa timidez voltasse.
Nossos sábados à noite nunca seriam vazios, mesmo se chovesse nós ficaríamos juntos. Às vezes teríamos momentos nostálgicos procurando filmes para assistir, mas resolveríamos tudo com uma engraçada guerra de pipocas e sairíamos para comer comida japonesa. Mesmo você detestando e me obrigando a passar em um fast food qualquer depois. Voltaríamos para casa e colocaríamos outro filme, que como os outros, já assistimos quinhentas vezes. Ficaríamos conversando futilidades, abraçados e eu pararia para prestar atenção no filme e chorar durante a minha parte preferida e depois voltaria a conversar contigo. Pegaríamos no sono e dormiríamos do jeito que estávamos enquanto toca a musica de fim de filme na televisão.
Ah claro, e faríamos a festa indo ao supermercado uma vez por mês para comprar toda a sorte de bobagens da estante. E nunca nos faltaria nada, principalmente o chocolate.
E também não brigaríamos você não acharia ruim minha roupa espalhada pelo chão e eu iria fingir que nem reparei que como sempre a sua toalha está espalhada pelo chão e você nunca abaixa a tampa do vaso sanitário depois de usar.
Nos domingos à tarde ficaríamos na varanda do nosso apartamento observando o por do sol e os poucos movimentos na rua. Eu faria um café bem quente para nós dois e iríamos apenas olhar um pro outro e cantaríamos musicas antigas para passar o tempo e sorrir um pouco. E quando passasse um casal apaixonado nós ficaríamos quietos envoltos em nosso próprio pensamento. E é claro que você sabe no que eu estarei pensando. Eu estarei pensando como seria se fossemos nós dois.
E quando suas amigas viessem te visitar eu correria para o meu quarto e me esconderia, choraria em silêncio a minha dor e só sairia depois que elas fossem embora e você viesse dormir comigo e me perguntar se eu estava chorando. Claro que eu negaria, negaria com todas as minhas forças. E você acreditaria em mim, pois não passa pela sua cabeça que eu continuaria te amando depois de tanto tempo.
Aí você me acordaria de madrugada para me contar a respeito de um sonho. Então riríamos o resto da madrugada ou ficaríamos em silêncio esperando o nascer do sol. E em datas especiais você me acordaria com café da manhã na cama acompanhado de uma flor roubada do jardim de alguma casa vizinha. E eu deixaria um recado carinhoso na sua escrivaninha para que você lesse depois que saísse do banho e eu também penduraria bilhetinhos na porta da geladeira já que você sempre estaria lá por perto. E você faria coraçõezinhos para mim no espelho úmido do banheiro.
Beijaria-te a testa e passaria os dedos carinhosamente pelos seus cabelos antes de sair para visitar meus pais e você passaria o resto do dia conversando com o cachorro, os dois contando os segundos para eu voltar para casa rápido, pois não agüentavam mais a minha ausência. E quando eu chegasse em casa nós sairíamos para dar uma volta com o cachorro e imaginaríamos que alguma pessoa possa estar olhando de um dos prédios pensando que formaríamos um lindo casal apaixonado.
Quando você resolvesse pintar a casa, nós a esvaziaríamos e ficaríamos apenas nós dois, sentados no chão, um de costas pro outro, visualizando a nossa próxima loucura retratada nas paredes. Deitaríamos no chão e eu iria querer saber no que você está pensando naquele exato momento. Você não me contaria a verdade e iria querer saber os meus pensamentos também. E eu não contaria a verdade. Talvez se fossemos honestos um com o outro... Mas não.
Nós acordaríamos cedo para trabalhar e só voltaríamos a nos ver à noite, mas claro que durante esse meio tempo, nos ligaríamos o tempo todo.
Você me amaria escondido e em silêncio. Eu te amaria também, escondida e em silêncio.
Até chegar o dia que você fosse promovido na sua empresa e me convidaria para jantar fora, eu vestiria o meu vestido mais bonito e deixaria meu cabelo natural só porque você prefere dessa forma. No meio do jantar você se ajoelharia ao meu lado, me estenderia um anel e me pediria em casamento. Com lágrimas nos olhos e sem nem pensar duas vezes, eu aceitaria. E seria uma história maravilhosa de amor.
É, seria.
Talvez Seja Só Culpa
É tarde da noite. O relógio acabou de bater duas da madrugada e eu estou sentada aqui na clássica cadeirinha escrevendo sobre o meu clássico assunto. Você. Estou aqui, apenas com a caneta na mão olhando para o meu caderno cheio de memórias, com o meu café às vezes doce e às vezes amargo que eu tomo de qualquer forma. Nem sinto mais o gosto para falar a verdade.
Dessa vez eu resolvi parar com a minha tão presente ironia e te escrever algo bonito, mas sinceramente eu não sei por onde começar. Não estou familiarizada com a simpatia, você sabe disso.
Olho para os lados, olho para o chão e fico assustada com a pilha de bolas de papel que estão se acumulando ao redor da minha cama, coloco as mãos na cabeça, preocupada, querendo apenas escrever algo de bom sobre você, para você.
Não me entenda mal, não é que você não possui nada de bom, é que eu realmente não consigo prestar muita atenção no lado bom das pessoas quando existe tantas coisas ruins me incomodando.
Desisto, vou apelar para a caixinha de memórias. Abro aquela antiga caixa de sapatos embaixo da cama aonde estão guardados todas as minhas boas recordações. Inclusive as suas. Tem aquela foto nosso que em um momento de raiva eu rasguei em incontáveis pedacinhos e depois arrependida mandei revelar de novo. Mas isso não é uma coisa boa para se escrever. Lembro da nossa história, ela foi boa. Seria interessante escrever sobre isso se o final não tivesse sido tão ruim. Ele estragou o inicio e o meio do nosso romance. Às vezes penso se nós não poderíamos voltar atrás e construir um novo final, mas o orgulho nunca me deixará te perguntar.
Lembro da primeira vez que eu te vi, dá pra acreditar? Você com o clássico casaco preto. Agora o casaco me dá raiva, por mim você já o teria jogado no lixo faz tempo.
Respiro fundo, conto até dez duas vezes, levanto da cadeira e vou dar uma volta pela casa, bebo um copo de água. Deus, não é possível que eu não me lembro nada de bom sobre nós dois. Só consigo me lembrar o quanto você ainda me dói de vez em quando já que estou nessa necessidade inexplicável de escrever sobre você.
Acho que eu devo apenas te dizer que foi bom o quanto eu amadureci contigo, o quanto eu cresci, mas lembrei que você não pensa nisso de uma forma boa. Mas de qualquer forma é isso que vou dizer, que foi bom, que eu faria tudo de novo sem nem pensar duas vezes e não mudaria nada, não tiraria nenhuma lágrima que eu chorei e nenhum palavrão que eu te xinguei. Não tiraria nenhum beijo, nenhuma crise de riso, nenhum dia de chuva.
Eu costumava pensar que eu sempre te teria, que você sempre estaria lá por mim e acabei me esquecendo que eu deveria estar lá por você também. As pessoas cansam de esperar. Você cansou de me esperar. Eu cansei de alguma coisa em você que eu ainda não me decidi o que é. Um dia eu descubro.
Percebo que nesse momento eu bebo o café porque foi idéia sua bebermos café juntos pelo resto da vida. Me pareceu uma idéia tão perfeita. Eu poderia fazer isso, com certeza poderia. Beber café com você para o resto da vida.
Lembro de como eu nos imaginava velhinhos, você teria o cabelo branco e seria bem rock’n roll, eu seria uma velha chata sempre reclamando de tudo, mas faria silencio enquanto te observava na cadeira de balanço concentrado no seu livro, percebendo em cada gesto seu, um sinal do seu amor. Eu sei que eu não conseguiria parar de te olhar e só a morte poderia romper esse momento, mas ao que tudo indica, não iremos envelhecer juntos.
Mas quando eu me tornar em uma velha chata, vou ficar em silêncio às vezes por causa do luto dessa vontade não ter se realizado
Parece que esse é o meu vicio sabe? Me torturar, é isso que eu faço o tempo todo comigo. Eu poderia estar contigo agora, mas não estou e nem sei porque. Porque eu sou simplesmente incapaz de superar os traumas do passado para construir um futuro decente. Eu gosto é do sofrimento, admito com certa ironia.
Talvez eu apenas esteja te escrevendo esse texto por culpa. Talvez esse amor não exista mais e talvez nunca tenha existido. Mas isso é apenas um talvez muito precário. Seja como for, não vou conseguir pensar em uma única coisa boa para escrever sobre você ou sobre nós essa noite. Apenas me visite nos meus sonhos e me traga uma xícara de café. Tanto faz se estiver doce ou amargo, eu beberei de qualquer forma em um dia de chuva na cadeira de balanço.
Dessa vez eu resolvi parar com a minha tão presente ironia e te escrever algo bonito, mas sinceramente eu não sei por onde começar. Não estou familiarizada com a simpatia, você sabe disso.
Olho para os lados, olho para o chão e fico assustada com a pilha de bolas de papel que estão se acumulando ao redor da minha cama, coloco as mãos na cabeça, preocupada, querendo apenas escrever algo de bom sobre você, para você.
Não me entenda mal, não é que você não possui nada de bom, é que eu realmente não consigo prestar muita atenção no lado bom das pessoas quando existe tantas coisas ruins me incomodando.
Desisto, vou apelar para a caixinha de memórias. Abro aquela antiga caixa de sapatos embaixo da cama aonde estão guardados todas as minhas boas recordações. Inclusive as suas. Tem aquela foto nosso que em um momento de raiva eu rasguei em incontáveis pedacinhos e depois arrependida mandei revelar de novo. Mas isso não é uma coisa boa para se escrever. Lembro da nossa história, ela foi boa. Seria interessante escrever sobre isso se o final não tivesse sido tão ruim. Ele estragou o inicio e o meio do nosso romance. Às vezes penso se nós não poderíamos voltar atrás e construir um novo final, mas o orgulho nunca me deixará te perguntar.
Lembro da primeira vez que eu te vi, dá pra acreditar? Você com o clássico casaco preto. Agora o casaco me dá raiva, por mim você já o teria jogado no lixo faz tempo.
Respiro fundo, conto até dez duas vezes, levanto da cadeira e vou dar uma volta pela casa, bebo um copo de água. Deus, não é possível que eu não me lembro nada de bom sobre nós dois. Só consigo me lembrar o quanto você ainda me dói de vez em quando já que estou nessa necessidade inexplicável de escrever sobre você.
Acho que eu devo apenas te dizer que foi bom o quanto eu amadureci contigo, o quanto eu cresci, mas lembrei que você não pensa nisso de uma forma boa. Mas de qualquer forma é isso que vou dizer, que foi bom, que eu faria tudo de novo sem nem pensar duas vezes e não mudaria nada, não tiraria nenhuma lágrima que eu chorei e nenhum palavrão que eu te xinguei. Não tiraria nenhum beijo, nenhuma crise de riso, nenhum dia de chuva.
Eu costumava pensar que eu sempre te teria, que você sempre estaria lá por mim e acabei me esquecendo que eu deveria estar lá por você também. As pessoas cansam de esperar. Você cansou de me esperar. Eu cansei de alguma coisa em você que eu ainda não me decidi o que é. Um dia eu descubro.
Percebo que nesse momento eu bebo o café porque foi idéia sua bebermos café juntos pelo resto da vida. Me pareceu uma idéia tão perfeita. Eu poderia fazer isso, com certeza poderia. Beber café com você para o resto da vida.
Lembro de como eu nos imaginava velhinhos, você teria o cabelo branco e seria bem rock’n roll, eu seria uma velha chata sempre reclamando de tudo, mas faria silencio enquanto te observava na cadeira de balanço concentrado no seu livro, percebendo em cada gesto seu, um sinal do seu amor. Eu sei que eu não conseguiria parar de te olhar e só a morte poderia romper esse momento, mas ao que tudo indica, não iremos envelhecer juntos.
Mas quando eu me tornar em uma velha chata, vou ficar em silêncio às vezes por causa do luto dessa vontade não ter se realizado
Parece que esse é o meu vicio sabe? Me torturar, é isso que eu faço o tempo todo comigo. Eu poderia estar contigo agora, mas não estou e nem sei porque. Porque eu sou simplesmente incapaz de superar os traumas do passado para construir um futuro decente. Eu gosto é do sofrimento, admito com certa ironia.
Talvez eu apenas esteja te escrevendo esse texto por culpa. Talvez esse amor não exista mais e talvez nunca tenha existido. Mas isso é apenas um talvez muito precário. Seja como for, não vou conseguir pensar em uma única coisa boa para escrever sobre você ou sobre nós essa noite. Apenas me visite nos meus sonhos e me traga uma xícara de café. Tanto faz se estiver doce ou amargo, eu beberei de qualquer forma em um dia de chuva na cadeira de balanço.
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