Eu estou sentada, refletindo, esperando e imaginando. Praticamente sonhando acordada. Pensando que a culpa é toda minha e que eu estou sendo uma idiota, mas eu nem sei bem pelo que eu estou me culpando, só sei que tem algo pesando na minha consciência.
Eu estou aqui tentando acreditar que em algum lugar do tempo alguém me amaldiçoou, porque não existe outra explicação para o que está acontecendo na minha vida agora. Parece que alguma menina cruel fez uma boneca minha e está enfiando alfinetes o tempo todo. Porque tem algo me espetando e eu não consigo descobrir de onde vem.
Se eu não for presa, eu preciso que me libertem urgente, preciso correr para longe, preciso sentir o vento nos meus cabelos e o sensação da terra molhada nos meus pés. Preciso que alguém me diga o que eu devo fazer para vencer essa guerra que está me atravessando, porque eu preciso saber antes que eu comece a te esquecer.
Eu preferia estar sozinha caminhando pelo escuro do que estar sofrendo essa amargura que vem de algum lugar dentro de mim. Mas se tem uma coisa que eu aprendi é que eu preciso ser honesta comigo mesmo e tentar achar, em algum lugar na minha cabeça, aonde foi que eu errei. Não quero que sejam cruéis comigo, então preciso parar de ser cruel com os outros. Vou me acostumar com essa sensação ao invés de ficar me mexendo desconfortavelmente nesta cadeira.
É, quem imaginou que um dia eu bateria o meu pé no chão e teria forças o suficiente para gritar: 'Me liberte ou me prenda de uma vez'? Mas enquanto essas palavras vão se formando na minha boca, eu me sinto viva e quero repeti-las de novo. Quero continuar repetindo essas palavras para sempre.
sábado, 1 de maio de 2010
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