quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fotos são apenas fotos.

Eis em mim uma mania de eternizar momentos, pois por mais que eu tente, não consigo deixar o passado para trás. Por isso a fotografia me encanta tanto. Preciso guardar um sorriso, um olhar, um gesto, uma careta, uma pérola...
Adoro fotos. Vejo fotos para matar a saudade que bate, tem vezes que eu as seguro tão forte, só pra ver se eu consigo me transportar para aquele momento. Só para tentar reviver, nem que seja por um segundo, as emoções daquele dia. Ah, como eu queria conseguir isso.
E sei que não sou só eu que deseja voltar no tempo, sei que não sou só eu quem guarda fotos especiais em baixo do travesseiro, guardada na gaveta, ao lado da cama, pendurada no mural, colada na agenda ou no armário do colégio. Fotos guardadas com tamanho carinho que ninguém vai entender, fotos guardadas com a intenção de ninguém achar, por ciúmes, por medo daquele momento não ser mais só seu, não ser mais o seu segredo. Fotos, que naquele momento nostálgico, você pega na mão, passa os dedos, deixa cair algumas lágrimas de felicidade, de tristeza... simplesmente a saudade, ela dói. E como dói. Dói de um jeito inexplicável, aperta seu coração, te dá falta de ar. Apenas dói.
Mas o que são as fotos além de um papel? Um papel que envelhece, um papel que serve pra te lembrar que acabou. Fotos são fotos, nada mais que isso. Mas também serve pra te dar a certeza de que aconteceu, que aquele momento não faz parte da sua imaginação.
Claro que, em momentos de raiva, já rasguei várias fotos que não deveriam ter sido rasgadas. Pensei que rasgando, iria me fazer esquecer, iria fazer com que aquele momento jamais existesse. Só serviu para gravar ainda mais a cena na minha cabeça.
Tirar fotos, foi o único meio que eu consegui achar para parar no tempo.

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