Cada palavra que sai da boca dele era uma nova emoção se instalando em mim. Fixando-se em alguma parte do meu corpo que eu não sei bem aonde. Não está sendo fácil vê-lo tão triste e saber que eu não posso abraçá-lo da maneira que eu realmente quero e não posso dizer palavras confortáveis o suficiente para acalmá-lo, para demonstrar que eu estou do lado dele não importa o que aconteça. Me sinto tão inútil, tão idiota.
Não posso evitar o aperto que dá no peito, as lágrimas que chegam nos olhos que eu tenho que secar rapidamente para ele não perceber e o meu suspiro bem baixo pela minha dor. Eu estou tão perto, mas tão distante. Eu sinto saudades dele mesmo quando ele está perto de mim. Depois do tanto que ele me ajudou, ele esta precisando de mim e eu simplesmente não sei o que fazer. Ele teve fé em mim, ele me ajudou a seguir em frente tantas vezes e agora eu simplesmente não sei o que fazer, parece que alguém me amarrou sentada em uma cadeira com as mãos para trás. Eu sei que palavras não vão ajudar agora, ele precisa de alguém que lhe dê apoio, e eu posso ser esse alguém, só não sei como deixar isso claro.
Todo o meu corpo, minha mente e meu coração estão me obrigando a passar os braços em volta do pescoço dele e sussurrar bem baixinho: ‘’meu amor, eu estou aqui’’. Quero pegar na mão dele e voar para onde não haja tristeza, ir para um lugar longe para ficarmos sozinhos e poder olhar para ele sem culpa, sem timidez. Apenas com amor.
Porque eu tenho medo de que quando eu olhar pro lado, ele se vá. Se isso acontecer, eu sei que ele não volta e eu vou sofrer por não ter feito o que eu quero tanto fazer.
Imóvel e frágil estou deixando que o desespero e o medo tomem conta de mim. Estou indo para o lugar onde eu costumava encontrá-lo. Daqui a pouco ele chega e eu vou falar tudo que está preso na minha garganta, vou libertar meus sentimentos e seja o que Deus quiser.
sábado, 19 de junho de 2010
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