sábado, 19 de junho de 2010

Talvez?

Talvez eu devesse apenas pegar na sua mão, entrelaçar meus dedos e corrermos por entre as arvores. Tirar os sapatos, sentir a telha entre os dedos, parar em frente ao rio e ouvir a melodia das suas águas correndo. Voar sobre os córregos, brincar com as ondas, subir até as estrelas e dançar iluminada pelas suas luzes.
Talvez eu devesse apenas fechar os meus olhos de leve e imaginar os pássaros voando, pegando nossos corações e os amarrando, para nunca mais ficarem separados, para sentirem essa alegria juntos. Ouvir os pássaros cantando na nossa janela e descobrir o som da harmonia.
Talvez eu devesse simplesmente esquecer o meu trabalho, esquecer dos meus problemas, das minhas frustrações, de tudo que não é bom e pegar meu violão, dedilhar alguns acordes mal feitos e compor a minha canção. Fazer as notas soarem com alegria.
Talvez eu realmente devesse valorizar as coisas mais simples da vida em vez das coisas materiais, que só servem para me ferir e me deixar angustiada. Parar de seguir pelo caminho fácil e lutar só se for para ganhar honestamente.
Talvez se eu pintasse um arco-íris na minha vida preta e branca eu tornaria as coisas um pouco mais agradáveis e fáceis de lidar. Talvez eu adquirisse alto-controle e leveza o suficiente para tirar os pés do chão e flutuar até a estrela mais distante. Vontade de acordar cedo e ir para o quintal pulando a janela, só para sentir a brisa da manhã batendo no meu rosto. O calor bom.
Talvez, talvez, eu apenas devesse aprender a viver.

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